Este blog não possui nenhuma afiliação social, empregatícia, financeira ou política a não ser comigo mesmo. As opiniões expressas aqui refletem meu ponto de vista sobre assuntos aleatórios e nada mais. Comentários são mais do que bem vindos, são encorajados, positivos ou não. Até prefiro comentários oposicionistas, afinal um mundo que pensa igual é desprovido de inovação. Portanto, sinta-se em casa. Espero que ler minhas verborréias esporádicas traga-lhe o mesmo prazer que tenho produzindo-as.

[ваκκєr]

P.S. Algumas vezes algo que eu quero expressar não pode ser dito (apenas) com palavras, então vai parar em meu fotolog ao invés de aqui. Confira-o de vez em quando.

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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Boicote aos produtos da Ambev, atualização

Aqui em casa, não se consome mais nada da Ambev. Se você não sabe porque, role o browser pra baixo ou clique nesse link. O que quer dizer que eu, viciado em Pepsi Twist Light, sou obrigado a beber Coca Zero. É; foda. Mas a gente vai levando, o refrigerante é mais caro, cerveja é quase impossível de comprar sem patrocinar algum rodeio (só micro-cervejarias e importações independentes; já mencionei que tudo ficou mais caro?). Como eu já disse; foda. Mas foda mesmo é abrir garrafa de Coca Zero... PQP, Coca Cola Company, vocês não podiam ter projetado uma tampa pior? Talvez com uns espinhos e lâminas? Ô tampinha filha de uma rapariga... Olha o que a última fez com a minha mão:


Design nota zero, Coca Cola.

P.S. Pra quem tá se perguntando, sim, eu voltei a fazer a famosa "água de balde", 60% Coca Zero e 40% Schweppes Citrus Light. Continua mais gostosa que Pepsi Twist Light, mas custa mais caro.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Carta Aberta à Ambev

Background: esta mensagem começou como um recado no Fale Conosco do site da Ambev. Aí, por motivos que apenas o departamento de TI da empresa deles é capaz de compreender, a mensagem ficou truncada em 500 caracteres. E quem me conhece sabe que não sei escrever só 500 letrinhas sobe um assunto. Ainda mais quando é delicado como crueldade com animais. Ou Pepsi Twist Light. Ou ambos. Então nasceu a Carta Aberta à Ambev. O endereço desse post está sendo enviado ao SAC da Ambev para que eles saibam da minha decisão. Quem me conhece sabe que é doída. Mas chega de chorumelas, vamos à carta.

São Paulo, 31 de agosto de 2011.

É com muito pesar que estou escrevendo esta mensagem. Aqui em casa não somos naturebas, desses hippies sujos que bebem só água e assistem Eisenstein vestindo chinelo de sola de pneu. Mas a última festa do peão de Barretos foi a gota d'água, com a morte do pobre bezerro esgoelado naquela prova animalesca que eles chamam de bulldogging e tudo mais. Mas não seria diferente se o bezerro não tivesse morrido, ainda teria sido um espetáculo de crueldade animal. Patrocinado pela Ambev.

A Ambev é patrocinadora do evento duas vezes, pela Brahma e pelo Guaraná Antarctica. Dois produtos que eu e minha esposa não consumimos. Mas somos fãs de Original, Serramalte, Norteña, Franziskaner, Leffe, Stella Artois. E eu sou fã de Pepsi Twist Light desde sempre. Sempre com S maiúsculo, quando a Pepsi Light americana tinha limão, lá nos anos 80. Daquele momento em diante, fiquei fissurado. Comecei a misturar sodinha com refrigerante de cola pra imitar o sabor.

Quando a Pepsi "ressuscitou" o Twist no Brasil e introduziu a Pepsi Twist Light, eu virei aquele chato que vai nos restaurantes e pergunta "Tem Pepsi Twist Light?" e faz cara feia quando o garçom responde que só tem produtos da Coca Cola. Quando a Ambev comprou as marcas da PepsiCo, fiquei radiante - "Vai ficar mais fácil encontrar Pepsi!" foi tudo que eu pensei. A Ambev nunca respeitou muito a marca, preciso dizer. É difícil de verdade encontrar a desgraçada, mesmo nos supermercados onde se encontra todas as outras Pepsi. E qual é a da Pepsi 3, afinal? Diluição da marca; vocês nunca estudaram administração? Mas estou saindo do assunto.

Quem decidiu começar o boicote foi a esposa. No começo foi fácil, ninguém aqui bebe Brahma e Antarctica mesmo. Mas é muita hipocrisia fingir que deixar de beber só as marcas diretamente envolvidas faz diferença. A Ambev como instituição deve ser responsabilizada, ela é uma empresa só. Então começou a parte difícil.
As cervejas começaram a rarear aqui na nossa geladeira. Nada de Serramalte, Original, Stella. E meu estoque de Pepsi Twist Light acabando.

Estou aqui bebendo um dos últimos copos da última garrafa de 2 litros da dita-cuja. E não vou comprar mais. Provavelmente pra sempre, pois a marca da Brahma está diretamente associada ao rodeio, não só a festa de Barretos, mas tantas outras. E duvido muito que vocês vão parar de patrocinar essa e tantas outras festas só porque uns chatos pararam de beber suas marcas. Mas vai doer muito em mim deixar de beber Pepsi Twist Light. Demais.

Mas dói menos do que olhar pros meus filhos (que são todos do tipo peludo, três gatos e uma cachorra) e pensar que existem festivais de crueldade com os animais sendo patrocinados pelo investimento gigantesco que eu faço em Pepsi todos os meses (e eu posso afirmar que consigo gastar mais com a degraçada do que com cerveja, visto que essa barriguinha de chope foi conquistada com carinho e dedicação de bom bebedor). Daqui pra frente, minha cafeína virá do café.

Tchau, Pepsi Twist Light. Até nunca mais.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

AES Eletropaulo - O débito que não havia.

Hoje, 27 de fevereiro de 2009, por volta das 16:20 fui contactado por um serviço automatizado que requeriu minha identificação positiva e então me informou de débito em minha instalação de luz. Apesar de falar por muitos minutos em nenhum momento a mensagem fazia menção ao valor do débito ou a que mês se referia. Querendo obter essas informações e uma segunda via da conta (uma vez que esta conta está em débito automático e nem mesmo deveria estar pendente) liguei para o 0800 7272120 onde após navegar um menu numérico fui instruído a digitar o número da minha instalação que deveria se encontrar "no topo da minha conta de luz". Após tentar o número do Medidor, que se encontra em destaque e no topo da minha conta de luz, procurei pelo termo "Instalação" e o encontrei por volta da metade da folha referente à minha conta de luz, em local confuso e sem destaque. Após digitar este número várias vezes e ser informado de que esta instalação não existia, fui informado de que todos os atendentes estavam ocupados (possivelmente porque o sistema automatizado estava mandando todos os clientes para o atendimento não-automatizado, pois ele é incapaz de reconhecer um número de nove dígitos). Disposto a conseguir confirmação ainda hoje do débito (e incapaz de conseguir um extrato bancário pois a ligação ocorreu depois das 16 horas) entrei no site, pedi segunda via da conta, digitei meu número de Instalação e fui informado de que não havia débito.
Se o sistema de cobrança fosse capaz de checar meu número de Instalação por sí só ele teria feito esta descoberta sozinho e economizado uma ligação telefônica, além do meu tempo em horário comercial. O número de falhas nessa ocorrência já era enorme quando, ao acionar o formulário da Ouvidoria, fui incapaz de descrever a ocorrência porque no meio do primeiro parágrafo já acabara o espaço, me obrigando a criar este arquivo de texto. O sistema também exigiu de mim um número de protocolo (apesar de não haver um asterísco vermelho indicando que o campo fosse obrigatório) e nunca houve nenhum protocolo pois só fui atendido por sistemas automatizados e via Internet. Para piorar, o arquivo TXT que continha o original deste texto foi recusado pois o “formato do arquivo é inválido” e me foi exigido um arquivo Word ou Acrobat, ambos softwares comerciais caros que nem todo cliente tem instalado em casa (pelo menos legalmente), enquanto o formato TXT é livre, aberto e compreensível por praticamente qualquer sistema operacional sem nenhum software adicional.
Melhorem seus serviços automatizados, eles existem para economizar tempo, não para perder mais. Sistemas automatizados incapazes de entender os números digitados são inúteis. Integrem seus sistemas de cobrança, não emitam telefonemas supérfluos. Re-estruturem sua conta de luz, o único número que vocês exigem do usuário está escondido em um mar de outros números e outros que só fazem sentido para uso interno estão em destaque; a conta é emitida para o consumidor, não para o funcionário Eletropaulo. O mesmo vale para o sistema de Ouvidoria, ele existe para melhorar as relações entre consumidor e empresa e não para satisfazer os delírios do departamento de TI.
Desde já agradeço a atenção dada a este e-mail e pela existência deste canal aberto de comunicação entre o cliente Eletropaulo e a empresa.

Eduardo Ferreira Fontes Mercer
Instalação nº xxxxxxxxx

É isso aí. Se vier alguém cortar a luz da minha casa, vier uma cobrança indevida ou qualquer outra coisa, não digam que eu não tentei pagar. E a prova está no e-mail deles e aqui no blog, pra ninguém negar. Malditos.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

The Cribs - Be Safe


One of those fucking awful black days when nothing is pleasing and everything that happens is an excuse for anger. An outlet for emotions stockpiled, an arsenal, an armour. These are the days when I hate the world, hate the rich, hate the happy, hate the complacent, the TV watchers, the beer drinkers, the satisfied ones. Because I know I can be all of those little hateful things and then I hate myself for realising that. There's no preventative, directive or safe approach for living. We each know our own fate. We know from our youth how to be treated, how we'll be received, how we shall end. These things don't change. You can change your clothes, change your hairstyle, your friends, cities, continents but sooner or later your own self will always catch up. Always it waits in the wings. Ideas swirl but don't stick. They appear but then run off like rain on the windshield. One of those rainy day car rides my head implodes, the atmosphere in this car a mirror of my skull. Wet, damp, windows dripping and misted with cold. Walls of grey. Nothing good on the radio. Not a thought in my head.

be safe be safe be safe be safe be safe
be safe be safe be safe be safe be safe
be safe be safe be safe be safe be safe

I know a place we can go when you fall in love so hard that you wish you were dead

Lets take life and slow it down incredibly slow, frame by frame with two minutes that take ten years to live out. Yeah, lets do that.

Telephone poles like praying mantis against the sky, metal arms outstretched. So much land travelled, so little sense made of it. It doesn't mean a thing all this land laid out behind us. I'd like to take off into these woods and get good and lost for a while. I'm disgusted with petty concerns; parking tickets, breakfast specials. Does someone just have to carry this weight? Abstract typography, methane covenant, linear gospel, Nashville sales lady, stygian emissary, torturous lice, mad Elizabeth. Chemotherapy bullshit.

be safe be safe be safe be safe be safe
be safe be safe be safe be safe be safe
be safe be safe be safe be safe be safe

I know a place we can go when you fall in love so hard that you wish you were dead

The light within you shines like a diamond mine, like an unarmed walrus, like a dead man face down on the highway. Like a snake eating its own tail, steam turbine, frog farm, two full closets burst open in disarray, soap bubbles in the sun, hospital death bed, red convertible, shopping list, blowjob, death's head, devils dancing, bleached white buildings, memories, movements, the movie unfeeling, unreeling, about to begin.

I know a place we can go when you fall in love so hard that you wish you were dead

I've seen your hallway, you're a darn call away, I've hear your stairs creak. I can fix my mind on your yes, and on your no. I'll film you face today in the sparkling canals, all red, yellow, blue, green brilliance and silver Dutch reflection. Racing thoughts, racing thoughts. All too real, you're moving so fast now I can't hold your image. This image I have of your face by the window, me standing beside you arm on your shoulder. A catalogue of images, flashing glimpses then gone again.

I'm tethered to this post you've sunk in me and every clear afternoon now I'll picture you up in the air twisting your heel, your knees up around me, my face in your hair. You scream so well, your smile so loud it still rings in my ears.

I know a place we can go when you fall in love so hard that you wish you were dead

Imitation. Distant, tired of longing. Clean my teeth. Stay the course. Hold the wheel. Steer on to freedom. Open all the boxes. Open all the boxes. Open all the boxes. Open all the boxes.

I know a place we can go when you fall in love so hard that you wish you were dead

Times Square midday: newspaper buildings, news headlines going around, you watch as they go, and hope that some good comes. Those tree shadows in the park they're all whistling chasing leaves. Around six pm, shadows across cobblestones, girl in front of a bathroom mirror she slowly and carefully and paints her face green and mask like, like Matisse's Portrait with Green Stripe. Long shot through apartment window, a monologue on top but no girl in shot. The light within you shines like a diamond mine, like an unarmed walrus, like a dead man face down on the highway. Like a snake eating it's own tail, steam turbine, frog farm, two full closets burst open in disarray, soap bubbles in the sun, hospital death bed, red convertible, shopping list, blowjob, death's head, devils dancing, bleached white buildings, memories, movements. The movie unreeling, about to begin.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

25 things about me (a list I dragged from Facebook)

Rules:
Once you've been tagged*, you are supposed to write a note with 25 random things, facts, habits, or goals about you. At the end, choose 25 people to be tagged. You have to tag the person who tagged you. If I tagged you, it's because I want to know more about you.


1. I hate these kinds of lists, but only because I'm so damn lazy.
2. I can withstand the lowest possible levels of comfort as long as I have broadband.
3. I'm a caffeine addict who can't drink coffee... Result ? I drink 2 litres (about half a gallon) of Diet Pepsi a day, sometimes much more.
4. I have a serious case of adult ADD and caffeine keeps me semi-focused. See item 3.
5. I'm a man child who refuses to grow up. See item 4.
6. I have several computers in my household. I name them after characters in "Back to the Future".
7. DeLorean is my newest computer. Don't ever tell me the time-machine wasn't a character.
8. I'm nearly proficient in English and could pass for a (rather pedantic) native speaker. In writing, at least.
9. My parents insisted both me and my brother studied English from a very young age.
10. Also, dad used to talk to us in English sometimes and his extensive library is more than half comprised of English literature.
11. That also reflects my personal library, where no books except those for school are ever bought in Portuguese.
12. I'm a major geek, even though I hide it under a very thin veneer of 'overweight sk8r boi' looks.
13. My musical taste can be very eclectic from time to time, but you could mostly sum it up with one word: emo.
14. No, that doesn't mean I wear black eyeliner and dress like a Robert Smith impersonator, I just like the branch of punk rock that evolved (if that can be considered so) into emo.
15. I've had a very stupid and quite destructive accident when I was sixteen. It left so little of my right knee intact that the doctors had to graft some 4 inches of bone back.
16. One result of such grafting was I had some titanium alloy in my leg for 12 years and had to undergo a second procedure a while ago to remove it.
17. Other result is that I can probably withstand as much pain as any woman who's given birth to a child has.
18. The most obvious result is I limp a little.
19. Yes, it affects my sex life a little, but not as much as people tend to think. Also, chicks dig scars, and mine is HUGE.
20. I can't remember what life used to be like before Google, Wikipedia and IMDb. Please don't remind me.
21. I want to seastead. Google the word.
22. I miss playing massive multiplayer RPGs. I just can't find one that suits me.
23. I fall in love too easily. Therefore I've decided I'll refrain from the whole love game for a while.
24. I wrote entry 25 when I was only halfway thru the list because I knew I'd do it anyway:
25. I went thru this entire list correcting punctuation before submitting.

* I tag anyone who feels like complying. Just leave a comment telling us where to find your list.

sábado, 22 de novembro de 2008

Revolução, na física e na minha alma

Estive fora de mim por tempo suficiente. Sofrendo por algo pior do que um amor impossível: um amor perfeitamente possível, mas por uma pessoa cabeça-dura demais para vivê-lo como é. Paciência, quiçá um dia ela caia em si. Eu cairei fora, por enquanto. Já me machuco o suficiente sem a ajuda dela.
Mas esse post não é sobre isso. Ele coincidentemente compartilha a essência dessa mudança de atitude. E fala sobre um assunto dos mais áridos e nerd do universo: física.
Durante mais de um século a física moderna se viu dividida em dois ramos irreconciliáveis: a astrofísica, que se preocupa com a interação dos grandes corpos celestes, as estrelas e buracos-negros, o tecido espaço-temporal e os wormholes e a física de partículas, preocupada com as divisões do átomo, as interações entre partículas sub-atômicas, suas massas e suas cargas. Até o século dezenove o modelo molecular de Dalton funcionava perfeitamente em sintonia com a física de Isaac Newton e Galileu Galilei, mas várias descobertas práticas puseram este modelo à prova e em 1900 Max Planck deu origem à mecânica quântica ao teorizar que a energia é irradiada e absorvida em 'elementos energéticos' discretos ou quanta (singular quantum). Foi baseado na hipótese quântica de Planck que Albert Einstein, livre para teorizar no marasmo do escritório de patentes de Berna, postulou que a própria luz se dividia em elementos discretos, partículas que vieram a se chamar fótons e cuja incompreensibilidade causou a divisão do universo em dois modelos matemáticos incompatíveis (levando o próprio Einstein a rejeitar certos aspéctos da mecânica quântica).
Ao generalizar o princípio da relatividade de Galileu, Einstein literalmente revolucionou nossa visão do universo. E = mc². Energia é igual a massa vezes o quadrado da velocidade da luz. Todos os coitados de nós que estudaram análise dimensional (eu inclusive) sabem que este postulado é um tiro no pé. Energia é energia, massa é massa. Equalizar os dois é pior do que dizer que dois é igual a três, é como dizer que dois é igual a verde, ou menos pi é igual a gosto de frango. Entretando foi, 103 anos depois da publicação da teoria da Relatividade Geral de Einstein, exatamente o que um time de físicos da França, Alemanha e Hungria provou com o auxílio de supercomputadores.
Os anos entre a fundação da mecânica quântica e hoje foram coalhados de teorias unificadoras bizarras. As tentativas de fazer o universo das particulas sub-atômicas concordar com o dos planetas e das estrelas levaram as maiores mentes do mundo, gente como Carl Sagan e Stephen Hawking, a crer que o universo tivesse dez, onze ou mais dimensões. Espere aí, profundidade, largura, altura... tempo. Quatro. De onde vem as outras seis ou mais ? Fácil - diz Dr. Hawking com seu sintetizador de voz - das supercordas, dimensões enroladas ao redor de si mesmas como barbantes interplanetários. Fácil pra você, Robocop ! Eu não caio nessa não ! Eu quero um universo com o qual eu possa interagir, três dimensões mais tempo, no máximo ! E foi usando apenas isso que, tentando provar outra coisa, os físicos liderados pelo Centro de Física Teórica da França provaram matematicamente a relação entre energia e massa.
A massa dos prótons e neutrons era um mistério matemático. Estas partículas elementares são compostas de quarks e glúons, sendo que os glúons tem massa zero e todos os quarks somados não passam de 5% da massa total. Então onde diabos se escondiam os outros 95% da massa de um próton ou neutron ?
Glúons e quarks interagem energeticamente e essas interações mantém-nos juntos. Modelar todas essas interações entre partículas requer mais capacidade matemática do que meros seres humanos possuem, mas são o arroz-com-feijão dos computadores. Programados para analizar estas interações energéticas os computadores chegaram à conclusão nada surpreendente mas totalmente revolucionária de que a energia do movimento das partículas é a massa que falta depois de computar os quarks.

Energia é massa. Pausa para apreciar a dança da vitória do fantasma de Albert Einstein.

Mas porque eu estou comemorando esta vitória da Relatividade Geral como uma derrota da Teoria de Cordas e suas irmãs bizarras ?
Porque o modelo de universo utilizado pelos cientistas para modelar e calcular as interações energéticas das partículas sub-atômicas não é feito de dez ou onze supercordas dimensionais enroladas umas nas outras como um novelo de lã universal, e sim uma estrutura cristalina de quatro dimensões com pontos quânticos bem definidos em cada linha e coluna, como a teoria da gravidade quântica em loop que eu tenho defendido por tantos anos !

Pausa para apreciar a dança da vitória dos fantasmas de Galileu, Planck, Newton e Einstein formando um lindo chorus line de físicos geniais.

sábado, 15 de novembro de 2008

Bon Jovi - Something for the Pain

Happiness, it's been no friend to me
But 'forever after' ain't what it's all cracked up to be
Yeah I had a taste, you were my fantasy
But I almost lost my faith when I hit reality
I don't need no guru to tell me what to do
When you're feeling like a headline on yesterday's news

Come on, come on, come on
Give me something for the pain
Give me something for the blues
Give me something for the pain when
I feel like I'm danglin' on a hangman's noose
Give me something for the rain
Give me something I can use
To get me through the night
Make me feel all right
Something like you
Come on, come on, come on

Loneliness has found a home in me
My suitcase and guitar are my only family
I've tried to need someone like they needed me
I opened up my heart but all I did was bleed
I don't need no lover just to get screwed
They don't make no bandage that's gonna cover my bruise

Come on, come on, come on
Give me something for the pain
Give me something for the blues
Give me something for the pain when
I feel like I'm danglin' on a hangman's noose
Give me something for the rain
Give me something I can use
To get me through the night
Make me feel all right
Something like you
Come on, come on, come on

Pull me under, run through my veins
To a place where I feel no pain (Help I'm falling)
Be the pillow under my head
Cover me when I'm in your bed (Night is calling)
Take me higher than I've ever been
Take me down and back again (Feels like I'm flying)
Come to me, be my disguise
Open your coat, let me crawl inside (Christ I'm dying)
Come on, come on, come on

Come on, come on, come on
Give me something for the pain
Give me something for the blues
Give me something for the pain when
I feel like I'm danglin' on a hangman's noose
Give me something for the rain
Give me something I can use
To get me through the night
Make me feel all right,
Something like you

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

sábado, 8 de novembro de 2008

All outta tricks

Up Up, Down Down, Left Right, Left Right, B A

Your relationship was not a Konami game.

Warp Zone ?

I'm sorry Mario, but the princess is in another castle.

Klapaucius

Money won't bring her back. Or do you mean the Cyberiad? Because robots won't bring her back either.

IDDQD

God mode on. Immortality without her sucks big time.




...That's it. I've run out of tricks. Maybe if I beg ?



quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O segundo cigarro de 2008

Hoje eu fumei meu primeiro cigarro...
...since the day I installed her shower head.

Minha boca encheu-se de doce fumaça...
...it tasted of her passionate kisses.

Cigarros são uma droga deliciosa.
I miss her so fucking much.


terça-feira, 4 de novembro de 2008

Infinito enquanto dure

So yeah, she dumped me. Eu poderia fazer rodeios mil sobre o assunto e defender o ponto de vista dela, mas isso é problema dela, as far as I'm concerned.
Engraçado como essas coisas são, estávamos separados já a duas semanas mas eu me agarrava a um sentimento infantil, idealista, de que ela iria voltar. Então ontem she dropped the bomb: I am not your girlfriend, Ed.
Pausa para frio no estômago e vazio na alma.
Esse post ficou fermentando na minha cabeça, tirando minha concentração da aula de Ergonomia. Mas ele só se tornou concreto quando eu entrei no Orkut e no perfil dela não estava mais "commited". Tempo para responder meus scraps ela nunca tem, mas para adicionar 13 fotos no álbum e avisar o mundo que ela me largou é fichinha. Não se esquecendo de que no Facebook ainda sou seu "it's complicated", by the way. Then again, não acho que possa ser mais complicado do que já é. But I digress.
Eu não sei ser amargo. Eu não consigo detestá-la. Juro pra vocês que eu tentei.
A verdade curta e grossa é que eu vou continuar querendo ela de volta por muito tempo. Definitivamente não é como a falecida, cuja auto-destruição só me fazia querer vê-la pelas costas. Ela é a mulher pra mim. E eu sei que podemos dar certo juntos. Se ao menos ela for mulher suficiente pra aceitar alguém nesses termos. For better or worse; for good, for ever.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Explosão (e distorção) demográfica

Este bloguezinho tem seus vinte ou trinta visitantes por semana. Mas nos últimos sete dias, graças à menção da tradução de Printcrime no BoingBoing, ele teve 270. Sim, um aumento bem na faixa dos mil-por-cento. Mas o mais interessante foi ver como os leitores do BoingBoing e do Craphound.com, e por herança indireta nesses sete dias meus próprios leitores, são de uma estirpe diferente do resto da internet. Usando estatísticas desse próprio blog, das três semanas anteriores, metade dos leitores era usuária de Internet Explorer (este número na internet em geral é ainda maior) mas nessa semana o Firefox dominou com mais de 60%. Em sistemas operacionais a coisa foi ainda mais brava: nas três semanas anteriores o Windows dominava com mais de 90%. Na semana da publicação de Printcrime, um décimo dos leitores usava Linux, mais de 15% usava Mac OS e até mesmo um iPhone e quatro iPod Touch visitaram o Crônicas, o que dá pra lá de 5 vezes mais usuários de sistemas 'alternativos' do que normalmente. Mesmo os usuários de Windows evoluíram: nenhum usuário de Vista nas três semanas anteriores contra praticamente 25% de Vista na semana passada.
Onde quero chegar com tudo isso ? Primeiro, que a adoção de tecnologias acontece em diferentes rítmos em diferentes círculos sociais. Segundo, que existe sim um usuário "médio" e uma "elite esclarecida" (que aparentemente precisa ser convidada por uma celebridade pra dar as caras no meu blog, caso contrário ela desaparece correndo). E terceiro que apenas um décimo de usuários de Linux num país em que ninguém tem dinheiro pra gastar em software é MUITO pouco. Existem versões de Linux com a mesma facilidade de uso do Windows e que não custam nada, nem obrigam as pessoas a recorrer à pirataria (eu uso uma licença acadêmica de Vista 64 bits, antes que alguém me acuse de hipocrisia). Para aqueles que precisam de um empurrãozinho extra, eu recomendo o Ubuntu e o OpenSUSE.

Tá esperando o que pra ir lá e trocar esse Windows pirata aí, vagabundo !?

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Printcrime

Printcrime - Copie esta história
Esta história foi originalmente publicada na revista Nature em janeiro de 2006. A revista devolveu ao autor os direitos de impressão do texto e ele o licenciou nos termos da Creative Commons, sob os quais ele está sendo reproduzido aqui. O resto deste site está coberto por termos da Creative Commons específicos para o Brasil.
Cory Doctorow

Os tiras destruiram a impressora do meu pai quando eu tinha oito anos. Eu me lembro do cheiro quente de rolopack no microondas, do olhar de concentração furiosa do papi enquanto ele a enchia de geleca fresca e da sensação de recém tirados do forno dos objetos que saíam dela.

Os tiras entraram brandindo os cacetetes, um deles lendo o mandado através de um megafone. Um dos clientes do papi tinha vendido ele. A polícia pagou em drogas de alto nível - anabolizantes, suplementos de memória, aceleradores metabólicos. O tipo de coisa que custa uma fortuna na farmácia; o tipo de coisa que você pode imprimir em casa, se não se importar com o risco da sua cozinha se encher de corpos grandes e musculosos com cacetetes balançando no ar acertando tudo e todos em seu caminho.

Eles destruiram o baú da vovó, aquele que ela trouxe da terrinha. Eles acabaram com a nossa geladeira e com o purificador de ar que estava na janela. Meu canarinho escapou da morte se escondendo no cantinho da gaiola quando um grande pé embotinado transformou quase que ela inteira num emaranhado de arame de impressora.

Papi. O que eles fizeram com ele. Quando acabou, parecia que ele tinha brigado com um time de rugby inteiro. Eles o arrastaram pra fora pros repórteres darem uma boa olhada nele enquanto era jogado pra dentro do camburão. Tudo isso enquanto um porta-voz contava ao mundo que a máfia da pirataria do papi tinha sido responsável por pelo menos 20 milhões em contrabando e que meu papi, o vilão desesperado, tinha resistido à prisão.

Eu via tudo pelo telefone, nos restos da nossa sala de estar, olhando a tela e me perguntando como alguém podia olhar pro nosso apartamentinho naquele prédio horrível e achar que era a casa de um chefão do crime organizado. Eles levaram a impressora, lógico, e mostravam a coisa como um troféu para os repórteres. O cantinho dela na kitchenete parecia horrivelmente vazio. Quando eu me recompus, resgatei meu canarinho e arrumei o apartamento, coloquei um liquidificador lá. Tinha sido impresso, então só ia durar um mês antes de eu ter que imprimir novos rolamentos e peças móveis. Naquele tempo eu sabia desmontar e re-montar qualquer coisa que pudesse ser impressa.

Quando eu fiz 18 o papi saiu da cadeia. Eu só fui visitá-lo três vezes - no meu aniversário de dez, no dele de cinqüenta e quando a mami morreu. Fazia dois anos que eu não o via e ele estava um caco. Uma briga na cadeia deixou ele manco e ele olhava tanto por cima do ombro que parecia um tique. Eu estava envergonhada quando o minitaxi nos deixou na frente do prédio e tentei manter distância daquele esqueleto manco e arruinado enquanto subíamos as escadas.

"Lanie," ele disse, e me fez sentar. "Você é uma garota esperta, eu sei disso. Você não sabe onde seu velho papi pode arrumar uma impressora e um pouco de geleca?"

Eu apertei meus punhos com tanta força que as unhas machucaram as mãos. Eu fechei os olhos. "Você ficou na cadeia por dez anos, papi. Dez. Anos. Você vai arriscar mais dez pra imprimir mais remédios, liquidificadores, laptops, chapéus de grife?"

Ele sorriu. "Não sou idiota, Lanie. Aprendi minha lição. Não tem chapéu ou laptop que valha ir pra cadeia. Não vou imprimir essa porcaria nunca mais."

Ele fez uma xícara de chá, que ele agora bebia como se fosse whiskey, uma bicada seguida de um longo suspiro. Ele fechou os olhos e se recostou na cadeira.

"Vem aqui Lanie, deixa eu cochichar no seu ouvido. Deixa eu te contar o que eu decidi nos meus dez anos de cadeia. Vem aqui e escuta o idiota do seu papi."

Eu senti uma pontada de culpa por ter gritado com ele. Ele estava meio lelé, isso era óbvio. Sabe Deus o que ele passou na cadeia. "O que, papi?" eu perguntei, chegando o ouvido junto dele.

"Lanie, eu vou imprimir impressoras. Muitas impressoras. Uma pra cada pessoa. Vale a pena ir pra cadeia por isso. Vale qualquer coisa."

segunda-feira, 3 de março de 2008

Acorda, zumbí !

31 de julho... Rapaz, faz tanto tempo que escrevi pela última vez nesse blog ! Vejamos o que mudou na minha vida desde então. Meu namoro, que havia começado um mês e meio antes disso (sim, eu comecei a namorar no Dia dos Namorados, se não gostou, me processe) acabou sem nem completar seis meses. Diferenças filosóficas, digamos. Visitei meu irmão em Londres (na verdade isso aconteceu antes de 31 de julho, mas não postei sobre o assunto), troquei meu PDA mais uma vez (por um T-Mobile MDA III, com celular embutido. Ou seria o contrário ?), operei meu joelho pela segunda vez em 11 anos e passei no vestibular.
Como assim, me pergunta você, caro leitor. Você tem o que ? 28, 29 anos, e passou no vestibular ?
É. Assim como abandonei a engenharia para me tornar desenvolvedor de jogos, uma vez que não era mais desenvolvedor de jogos (nem paciente ortopédico preso a uma cama) voltei pra vida acadêmica, como estudante de design de produtos. Finalmente descobri uma profissão em que eu possa inventar coisas sem precisar estudar cinco anos de Cálculo.
Outra coisa que fiz e não veio parar nesse blog. Adotei uma cachorrinha, filhote da Branca, cachorra da Phe. O nome dela é Yuki, pois o pelo dela me lembra a neve. Ela é esperta como só um vira-latas pode ser: senta, deita, dá a patinha... Também é dengosa como o 'pai'.
Atualmente tenho trabalhado num projeto semi-secreto para a faculdade de Engenharia da FAAP (é, a engenharia me persegue) e portanto a muito tempo não me dedico mais ao projeto WarRealms. Como ninguém mais se dedica também, o projeto está parado. Quem sabe, agora que resolvi desfibrilar o Crônicas, não dou umas horas por semana pro projeto WR também ? Depende só do rítmo do meu outro projeto, aquele que me ajuda a pagar a faculdade (porque a gente não pode ganhar dinheiro fazendo o que quer ?)

Bom, está concluído meu post re-inaugural do Crônicas. Pretendo voltar a falar de tudo que me der na telha por aqui de tempo em tempo. Como sempre, o que não vier pra cá vai pro meu fotolog.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Projeto WarRealms, versão 2.0

Esta mensagem reproduz o e-mail que enviei hoje a dezenas de amigos explicando meu mais novo projeto-velho. Curioso ? Então siga lendo...

Projeto WarRealms

http://warrealms.bluwiki.com - http://warrealms.freeforums.org - warrealms@gmail.com

Caros amigos;

Alguns de vocês estão recebendo este e-mail porque estiveram envolvidos no projeto original, que fez água uns seis anos atrás. Alguns estão recebendo este e-mail porque são notórios fãs de RPGs ou MMORPGs. E alguns outros estão recebendo este e-mail porque tiveram a (má-)sorte de estarem na minha seleta lista de contatos e seus nomes me pareceram bons candidatos a colaboradores.

O Projeto WarRealms nasceu, como todo bom projeto, numa roda de amigos regada a cerveja. A idéia era, ainda no último ano do século passado (assim parece que fazem décadas ao invés de sete anos), criar um MMORPG (para os leigos, um Massive Multiplayer Online Role Playing Game, ou Jogo de Representação de Papéis Multi-jogador em Massa e Online) que amalgamasse as características dos nossos jogos (até então) prediletos, como Lobisomem, o Apocalipse, Vampiro, a Máscara, Advanced Dungeons & Dragons, GURPS, The 4th Coming, Ultima Online etc. Não posso me manifestar pelos outros membros do projeto original, mas posso dizer que de minha parte a culpa pelo projeto ter afundado foi a época conturbada pela qual eu passava: estava administrando um negócio à beira da falência e havia acabado de passar no vestibular, além de sofrer de um disturbio de atenção ainda não diagnosticado.
Muitos anos se passaram e muitos MMORPGs foram criados. a Coréia do Sul surgiu como uma potência de desenvolvimento de jogos online com seus vários mega-sucessos, como Lineage e Lineage 2, Guild Wars , City of Heroes, City of Villains (ainda estou só nos jogos criados pela NCSoft), Ragnarök Online (da Gravity), MU Online (da Webzen) e tantos outros. Os americanos reagiram com World of Warcraft, baseado no jogo de estratégia da Blizzard e Everquest, Everquest 2 e Star Wars Galaxies, da Sony Online. A realidade de 2007 difere muito da de 2000, mas é essencialmente a mesma: existem dezenas de jogos, cada qual com suas características interessantes, mas nenhum que englobe todas (nem mesmo a maioria) das características que esperamos de um bom (MMO)RPG.

Apesar de existir desde 1998 pelo menos um projeto de desenvolvimento de uma plataforma aberta de MMORPGs (o projeto WorldForge, hospedado em
http://www.worldforge.org) estes estão tão focados no desenvolvimento da plataforma que se perderam em matéria de conteúdo e, mesmo depois de quase 10 anos, foram incapazes de produzir ao menos um jogo completo. Surgiu então novamente a idéia de criar uma plataforma sobre a qual criar o nosso jogo, um RPG do nosso jeito, e com uma mecânica dinâmica e aberta, capaz de hospedar jogos com características tão diversas quanto Dungeons & Dragons é diferente de GURPS ou Shadowrun. Porque nos limitarmos a fazer um único jogo se, mantendo a flexibilidade em mente, podemos criar uma plataforma para dezenas de jogos com o mesmo esforço ?
Resurgiu então o Projeto WarRealms. Novamente numa roda de amigos, novamente regado a cerveja. O nome, apenas um resquício (dos poucos que restaram) do projeto original. A idéia, criar algo novo, em cima das tecnologias de hoje em dia e voltado para o futuro, flexível o suficiente para continuar evoluindo junto com a capacidade computacional crescente dos dias de hoje. O momento é propício para a flexibilidade; Macs e PCs rodam em cima do mesmo hardware pela primeira vez, Linux roda programas de Windows e Windows roda programas de Linux e a cada dia surgem novas tecnologias independentes de plataforma.
Por outro lado, o projeto WarRealms é também um jogo, não um amontoado de tecnologias. Histórias tem de ser escritas para serem contadas; seres, personagens, ferramentas, ambientes e continentes inteiros tem de ser desenhados, escritos, compostos, musicados. O Projeto WarRealms não é uma trupe de programadores; é um curral multi-mídia que tem de englobar artistas, desenhistas, músicos, escritores, roteiristas, pintores... Todo mundo é bem-vindo, basta gostar de Role-Playing ou ter curiosidade sobre o assunto e energia para doar a um projeto nascido no Brasil para existir globalmente.

Então vamos ao que interessa (os poucos que leram este e-mail até o fim que me perdoem pela extensão, mas tenho um sonho a ser realizado, uma história para contar); se quiserem saber mais sobre o assunto, o Projeto WarRealms está hospedado nos seguintes endereços online:

http://warrealms.bluwiki.com : Wiki em inglês, para aumentar a notoriedade do projeto em âmbito internacional;
http://warrealms.freeforums.org : Fórum em português, onde todas as decisões do projeto serão tomadas em conjunto;
warrealms@gmail.com : E-mail para maiores informações sobre o projeto.



Agradeço a atenção de vocês e espero cada um e todos no nosso fórum, para juntos fazermos um RPG nosso !



Eduardo Mercer
Fundador e Curador
Projeto WarRealms

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Wired on AACS (where's my 15 minutes?)

Ryan Singel has written an interesting analysis on the current AACS/Digg/Google crisis for Wired. You can read it here. I'm not going to repeat any of the words on it because, well, you guys can read. I'm only gonna add a little remark: I've been a hardcore reader of Wired Magazine for 15 years (quite a feat if you live in a third-world country and make only about 20 times the price of the magazine a month. If it wasn't published online I'd still be busting my ass to buy it. Still, there are over 100 past editions littering my condo.). Why am I not being interviewed ? Huh ?

Now for some portuguese:

Saiu uma análise interessante da situação atual entre a AACS LA e os usuários do Digg e do Google. Vocês podem lê-la aqui. Eu só quero saber porque eu ainda não fui entrevistado... Heim ? Eu leio a Wired desde 1993, suava pacas pra juntar os quase 30 paus que a revista custa todo mês ganhando esse salário de merreca que a gente ganha no Brasil (ainda bem que agora ela é publicada online na íntegra, mas metade da minha casa está coberta de números velhos da Wired)... Cadê os reporteres ? Eu também sou parte da história, pô !

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Thoughts on Music

Eu estive nos últimos dias brigando muito com uma crônica sobre Kierkegaard. Infelizmente o texto tem saído em doloridos espasmos intelectuais, sem a menor fluência criativa. Posso até, pasmem, abandoná-lo pela metade. O velho Søren não está mais vivo para apreciar minha aprovação de seu ponto de vista.
Nesses dias muita coisa aconteceu também. Tive um dos mais sérios episódios de depressão desde que abandonei os remédios, tive algumas epifanias sobre o (des)amor e porque não, uma boa notícia.
A notícia é de que o pedido de visto de estudos do meu irmão para a Inglaterra, que já havia sido negado anteriormente, foi revisto e aceito. Depois do carnaval, se nada mais se impuser no caminho, ele embarca. Godspeed you boy.

Em outras notícias, o grande Steve Jobs publicou ontem uma carta aberta entitulada Thoughts on Music onde ele expõe uma opinião que chocou muitos dos observadores menos atentos de sua vida: de que, se as gravadoras permitissem, ele só venderia música sem DRM (gerenciamento de direitos digitais, um sistema de proteção contra cópias) no iTunes Music Store.
Não é nem um pouco surpreendente. Poucas semanas atrás Bill Gates disse, em muito menos palavras, a mesma coisa: "DRM apenas causa problemas demais para os usuários legítimos". O DRM é uma exigência dos grandes estúdios (os quatro maiores controlam de 70% a 95% das músicas gravadas no mundo, dependendo da estatística) para desencorajar a pirataria, mas tem efetividade zero nessa área. No final, só serve para impedir as pessoas que compram música legalmente de utilizá-la da forma que bem entendem (por exemplo, as músicas compradas na loja da Apple só tocam em iPods e/ou até 5 computadores). Enquanto isso, com um pouco de paciência encontra-se na internet cópias em MP3 sem nenhuma proteção de praticamente qualquer música conhecida, prontas para tocar em qualquer aparelho compatível.
No final os vilões da história são os membros da RIAA, os mesmos inescrupulosos que chocaram o mundo com seus processos contra usuários de redes de troca de arquivos ponto-a-ponto, mesmo quando seus métodos de identificação falhavam (dezenas de crianças e velhinhos que não tinham nenhum conhecimento técnico foram processados como se fossem perigosíssimos hackers), os mesmos que são acusados de tempo em tempo de ferrarem os artistas para aumentar seus próprios lucros.
É, esses sim tem cara de lobo-mau.

sábado, 16 de dezembro de 2006

Philtrum

Segundo o Talmud judaico, Deus manda um anjo para cada ventre para ensinar ao bebê toda a sabedoria do universo. Então, logo antes do nascimento, o anjo toca o dedo entre o lábio superior e o nariz, fazendo com que ele esqueça tudo. Onde o anjo toca fica a marca do silêncio.

Durante o desenvolvimento embriônico os processos nasomediais movem-se numa direção e o processo maxilar na direção contrária. No ponto onde estes processos se encontram forma-se o philtrum, fornecedor essencial de uma gama de movimentos labiais necessários para a comunicação verbal humana.

A palavra philtrum é o equivalente latino do grego philtron, poção do amor (sendo philia a palavra para amor, mãe de, entre outras palavras, filosofia, amor pela sabedoria). Os gregos consideravam o philtrum uma das mais importantes zonas erógenas do corpo humano, responsável pelo prazer do beijo.

Salvo problemas de desenvolvimento (causadores de condições como o lábio leporino) o comprimento do philtrum é determinado geneticamente. Um philtrum curto, em conjunto com a contração do levator labii superioris alæque nasi (músculo com o nome mais longo do corpo humano) leva à exposição dos incisivos maxilares centrais.

O que, na minha opinião, é um dos gestos mais sensuais que a boca feminina é capaz de reproduzir.
Os gregos, nessa, acertaram em cheio.