Este blog não possui nenhuma afiliação social, empregatícia, financeira ou política a não ser comigo mesmo. As opiniões expressas aqui refletem meu ponto de vista sobre assuntos aleatórios e nada mais. Comentários são mais do que bem vindos, são encorajados, positivos ou não. Até prefiro comentários oposicionistas, afinal um mundo que pensa igual é desprovido de inovação. Portanto, sinta-se em casa. Espero que ler minhas verborréias esporádicas traga-lhe o mesmo prazer que tenho produzindo-as.

[ваκκєr]

P.S. Algumas vezes algo que eu quero expressar não pode ser dito (apenas) com palavras, então vai parar em meu fotolog ao invés de aqui. Confira-o de vez em quando.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

A maior coincidência do universo

Um engenheiro da Universidade Purdue, em Indiana, Estados Unidos, criou um método para a separação química entre o oxigênio e o hidrogênio da água sem uso de eletricidade, através da introdução de uma liga de alumínio e gálio no ambiente aquoso. O óxido de alumínio, também conhecido como alumina, é um grande isolante elétrico, e em sua forma pura, o alumínio tende a formar uma camada de alumina que repele a água, fazendo com que a oxidação seja apenas superficial (motivo pelo qual o alumínio é tão utlizado em aplicações sujeitas à oxidação). A adição de gálio à formula impede a formação desta camada, permitindo que o alumínio se oxide por completo e liberando todo o hidrogênio da água no processo. Controlando-se a adição da liga à água produz-se hidrogênio sob demanda (eliminando os custos de pressurização e armazenagem) e o gasto energético da produção da liga é muito inferior ao da divisão da água por eletrólise. A alumina resultante pode ser tornada novamente em alumínio metálico através do processo de Bayer, que é a principal forma de produção de alumínio do mundo (o minério de alumínio, ou bauxita, é formado principalmente de alumina). Já o gálio é um metal de ponto de fusão muito baixo (ficando líquido a partir dos 30°C) e não presente em forma pura na natureza e sua principal fonte é a própria bauxita (onde ele está presente numa proporção de 50 partes por milhão) e é de extrema importância para a indústria eletrônica (o nitreto de gálio [GaN] é usado em optoeletrônicos e painéis solares e o arseneto de gálio [GaAs] é utlizado na produção de diodos emissores de infravermelho e de laser).
Mas um tipo específico de nitreto de gálio, o nitreto de gálio-alumínio (AlGaN) é usado para um tipo ainda mais específico de diodo emissor de luz: os da faixa entre o azul e o ultra-violeta, os mesmos LEDs utilizados na leitura dos discos Blu-ray. Se a demanda de gálio aumentar graças à produção de hidrogênio barato, o composto que mais sofreria, sem sombra de dúvida, é o AlGaN, uma vez que faz uso de ambos elementos.
Será possível que uma tecnologia que não tem nada a ver com vídeo digital finalmente decida o vencedor na guerra entre HD-DVD e Blu-ray ?

Um comentário:

Aroldo Correia disse...
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