Este blog não possui nenhuma afiliação social, empregatícia, financeira ou política a não ser comigo mesmo. As opiniões expressas aqui refletem meu ponto de vista sobre assuntos aleatórios e nada mais. Comentários são mais do que bem vindos, são encorajados, positivos ou não. Até prefiro comentários oposicionistas, afinal um mundo que pensa igual é desprovido de inovação. Portanto, sinta-se em casa. Espero que ler minhas verborréias esporádicas traga-lhe o mesmo prazer que tenho produzindo-as.

[ваκκєr]

P.S. Algumas vezes algo que eu quero expressar não pode ser dito (apenas) com palavras, então vai parar em meu fotolog ao invés de aqui. Confira-o de vez em quando.

sábado, 16 de dezembro de 2006

Philtrum

Segundo o Talmud judaico, Deus manda um anjo para cada ventre para ensinar ao bebê toda a sabedoria do universo. Então, logo antes do nascimento, o anjo toca o dedo entre o lábio superior e o nariz, fazendo com que ele esqueça tudo. Onde o anjo toca fica a marca do silêncio.

Durante o desenvolvimento embriônico os processos nasomediais movem-se numa direção e o processo maxilar na direção contrária. No ponto onde estes processos se encontram forma-se o philtrum, fornecedor essencial de uma gama de movimentos labiais necessários para a comunicação verbal humana.

A palavra philtrum é o equivalente latino do grego philtron, poção do amor (sendo philia a palavra para amor, mãe de, entre outras palavras, filosofia, amor pela sabedoria). Os gregos consideravam o philtrum uma das mais importantes zonas erógenas do corpo humano, responsável pelo prazer do beijo.

Salvo problemas de desenvolvimento (causadores de condições como o lábio leporino) o comprimento do philtrum é determinado geneticamente. Um philtrum curto, em conjunto com a contração do levator labii superioris alæque nasi (músculo com o nome mais longo do corpo humano) leva à exposição dos incisivos maxilares centrais.

O que, na minha opinião, é um dos gestos mais sensuais que a boca feminina é capaz de reproduzir.
Os gregos, nessa, acertaram em cheio.

Um comentário:

Dk_ disse...

Curioso é o facto disto ter sido dito há mais de 2000 anos... Estes gregos surpreendem-me cada vez mais!